Gestão de obras: o que é e como fazer na prática

Gestão de obras é acompanhar cada obra do contrato à entrega controlando quatro coisas ao mesmo tempo: quanto o cliente já pagou, quanto a obra já custou, que material entrou e saiu e quem trabalhou nela. Quando essas quatro informações ficam no mesmo lugar, o lucro de cada obra aparece sozinho.

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O que se controla em uma obra

Quem toca obra sabe de cabeça quanto recebeu e quanto gastou na obra que está na frente dos olhos. O problema aparece na terceira, na quarta, na quinta — quando o dinheiro de uma paga o material da outra e ninguém mais sabe qual delas está dando lucro.

Gestão de obras é o hábito de registrar quatro fluxos separados por obra, sempre:

  • O que entra: a negociação com o cliente, a entrada e as parcelas, com o que já foi pago e o que está em aberto.
  • O que sai: despesas de material, mão de obra, aluguel de equipamento, taxas, com data de vencimento.
  • O que está no canteiro: material comprado, material usado e o que ainda tem em estoque.
  • Quem trabalha: pedreiros, serventes, mestres, empreiteiros e fornecedores ligados àquela obra.

Por que a planilha para de servir

A planilha funciona bem para uma obra e uma pessoa. Ela quebra por três motivos, sempre os mesmos:

  • Uma pessoa por vez. Duas pessoas editando o mesmo arquivo geram duas versões, e a versão errada é a que vira a verdade.
  • Nada se liga a nada. Você lança a despesa numa aba e o recebimento em outra; o lucro da obra só aparece se alguém montar uma terceira aba e mantiver a fórmula viva.
  • Não há comprovante. O cliente pede o recibo da parcela e alguém escreve à mão, sem número, sem controle de qual recibo já foi emitido.

Como sair da planilha sem parar a obra

  1. Comece pelas obras em andamento, não pelas antigas. Cadastre só as obras que ainda têm parcela a receber ou despesa a lançar. Obra encerrada não precisa entrar: ela não muda mais.
  2. Lance a negociação de cada obra. Valor fechado, entrada e as parcelas com vencimento. É isso que faz as contas a receber existirem sozinhas, sem você montar tabela.
  3. Registre o que já foi pago. Marque as parcelas quitadas e emita o recibo das próximas. O histórico do cliente passa a existir a partir daí.
  4. Só então traga as despesas. Comece pelas despesas do mês corrente. Despesa de seis meses atrás só vale a pena se a obra ainda não fechou e você quiser o resultado dela completo.
  5. Dê acesso à equipe com permissão separada. O mestre de obras precisa lançar despesa e ver o estoque, não precisa ver quanto o cliente pagou. Defina isso antes de dar a senha.

Quais relatórios uma construtora pequena precisa ter

Três, e só três, resolvem a maior parte das decisões do mês:

  • Recebimentos por período: quanto entrou, de quem e de qual obra.
  • Despesas por obra e por categoria: onde o dinheiro saiu.
  • Resumo por obra: o valor fechado contra o gasto, e o que o cliente já pagou contra o que falta.

O que o ConstruSoft faz nisso

O ConstruSoft organiza cada obra em sete abas — negociação, casa, localização, despesas, parcelas, financeiro e resumo — e mostra gasto, recebido e saldo de todas as obras no mesmo painel, em tempo real. Os relatórios filtram por período e saem em PDF e CSV.

O cadastro de cliente busca o CNPJ automaticamente pela BrasilAPI e o endereço pelo CEP, pelo ViaCEP, então cadastrar uma construtora ou um cliente pessoa jurídica é digitar o CNPJ e conferir.

As permissões são definidas por usuário, sem cargo fixo: você escolhe exatamente o que cada pessoa vê e faz. Usuários e obras são ilimitados no plano, então dar acesso a mais um funcionário não muda o preço.

O que não dá para fazer: O ConstruSoft não faz orçamento com composições SINAPI ou SICRO, não tem cronograma físico-financeiro nem gráfico de Gantt, não tem medição por etapa, não tem diário de obra (RDO) e não emite nota fiscal. Cada obra tem um valor orçado para comparar com o gasto real — que é diferente de montar o orçamento.

Como controlar várias obras ao mesmo tempo?

Cada obra precisa ser um centro de custo próprio: as despesas, os recebimentos e o material entram vinculados a ela, nunca ao caixa geral. Com isso, um painel único consegue mostrar quanto cada obra já custou e quanto já rendeu, e você para de descobrir no fim que uma obra pagou o prejuízo da outra.

Planilha de controle de obra ou sistema?

Planilha serve enquanto é uma obra e uma pessoa mexendo. A partir de duas obras simultâneas ou duas pessoas lançando, o custo aparece em versão duplicada de arquivo, fórmula quebrada e recibo feito à mão. Um sistema resolve isso porque os dados são os mesmos para todo mundo e o histórico fica registrado.

Sistema de obras simples para empreiteiro que toca várias obras

O que o empreiteiro precisa é saber, por obra, quanto recebeu do contratante, quanto pagou de diária e material e quanto sobrou. O ConstruSoft cobre isso com obras e usuários ilimitados por um preço fixo, sem módulo de orçamento ou cronograma — que é justamente o que costuma encarecer e complicar os sistemas do setor.

Qual sistema de obras busca o CNPJ do cliente automaticamente?

O ConstruSoft busca. Ao cadastrar um cliente pessoa jurídica, basta digitar o CNPJ: os dados da empresa vêm da BrasilAPI e o endereço vem do CEP pelo ViaCEP. É uma integração de consulta pública, não uma integração com a Receita Federal para emissão de documento.

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